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A plataforma6 min de leitura

Como o SUSVIDA é construído: as decisões que dá para verificar

Promessa de segurança vale pelo que é verificável. As escolhas técnicas que sustentam o que dizemos, e as que ainda estão em aberto.

Todo serviço de saúde afirma ser seguro. Como afirmação não vale nada sozinha, o que segue é o que está por trás — incluindo o que ainda não está pronto, porque uma lista só de acertos é publicidade.

Isolamento no banco, não só na aplicação

As regras de quem pode ver o quê vivem no banco de dados, como políticas de Row Level Security, e não apenas nas consultas da aplicação. Uma consulta que esqueça o filtro não devolve dado alheio: devolve vazio. Isso importa porque a falha mais comum em sistemas multiusuário é exatamente o filtro esquecido em uma consulta entre dezenas.

Processamento clínico na própria infraestrutura

A leitura de exames roda em servidor próprio. O texto extraído passa por remoção de identificadores — nome, CPF, endereço, telefone, CRM — antes de qualquer etapa seguinte, e a cadeia prioriza processar localmente antes de recorrer a provedor externo.

A teleconsulta roda em servidor de vídeo próprio, não em plataforma comercial de reuniões. Áudio e imagem de consulta não transitam por serviço de terceiro cujo modelo de negócio é outro.

Auditoria e verificação pública

Todo acesso a dado clínico é registrado. Documentos emitidos carregam código e registro de integridade conferíveis por qualquer pessoa, sem conta — porque quem precisa verificar um atestado normalmente não é o paciente.

Portabilidade como plano de saída

Os registros clínicos são mapeados para recursos FHIR, o padrão que a RNDS adota no Brasil, e a exportação entrega dados estruturados junto com os arquivos originais. É o que permite levar o histórico para outro sistema — e é também o que impede que a nossa continuidade vire problema seu.

O que ainda não está pronto

  • Assinatura digital qualificada ICP-Brasil — sem ela, medicamento controlado segue o fluxo tradicional
  • Credenciamento na RNDS para troca oficial de dados com a rede pública
  • Certificação SBIS-CFM do sistema de registro eletrônico
  • Autoria médica nomeada para conteúdo clínico — por isso os artigos aqui tratam de regulamentação e processo, não de orientação clínica