Como tirar o acesso de um médico ao seu histórico
Revogar deve ser tão fácil quanto conceder. Como funciona, o que acontece com o que já foi visto, e por que o registro do acesso permanece.
Compartilhar acesso a prontuário só faz sentido se retirar for igualmente simples. Consulta pontual, segunda opinião, médico que você não vai mais procurar: são situações comuns e todas terminam com um acesso que não precisa continuar existindo.
Como se faz
Na sua lista de compartilhamentos, cada médico com acesso aparece com a data em que ele foi concedido. Revogar é uma ação direta, sem justificativa e sem intermediário. O efeito é imediato: a partir daquele instante, aquele profissional deixa de enxergar o seu histórico.
Não é preciso avisar o médico nem pedir autorização a ninguém. O acesso era seu para dar e é seu para tirar.
O que a revogação não desfaz
Revogar interrompe o acesso daqui para a frente. Não apaga o que já foi legitimamente visto, e não apaga o registro dos atendimentos que aquele médico realizou — esse registro é prontuário, tem prazo legal de guarda e não é removível por revogação de compartilhamento.
O registro de auditoria dos acessos anteriores também permanece. Isso é a favor do paciente: é justamente ele que permite saber, depois, quem viu o quê e quando.
Boa prática
- Revise a lista de compartilhamentos de tempos em tempos
- Revogue o acesso de quem você não vai mais consultar
- Compartilhe com o profissional, no momento do atendimento, em vez de deixar acesso aberto "por precaução"
- Se compartilhou com a pessoa errada, revogue imediatamente — o dano se limita ao que foi visto no intervalo