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Compartilhamento4 min de leitura

Como tirar o acesso de um médico ao seu histórico

Revogar deve ser tão fácil quanto conceder. Como funciona, o que acontece com o que já foi visto, e por que o registro do acesso permanece.

Compartilhar acesso a prontuário só faz sentido se retirar for igualmente simples. Consulta pontual, segunda opinião, médico que você não vai mais procurar: são situações comuns e todas terminam com um acesso que não precisa continuar existindo.

Como se faz

Na sua lista de compartilhamentos, cada médico com acesso aparece com a data em que ele foi concedido. Revogar é uma ação direta, sem justificativa e sem intermediário. O efeito é imediato: a partir daquele instante, aquele profissional deixa de enxergar o seu histórico.

Não é preciso avisar o médico nem pedir autorização a ninguém. O acesso era seu para dar e é seu para tirar.

O que a revogação não desfaz

Revogar interrompe o acesso daqui para a frente. Não apaga o que já foi legitimamente visto, e não apaga o registro dos atendimentos que aquele médico realizou — esse registro é prontuário, tem prazo legal de guarda e não é removível por revogação de compartilhamento.

O registro de auditoria dos acessos anteriores também permanece. Isso é a favor do paciente: é justamente ele que permite saber, depois, quem viu o quê e quando.

Boa prática

  • Revise a lista de compartilhamentos de tempos em tempos
  • Revogue o acesso de quem você não vai mais consultar
  • Compartilhe com o profissional, no momento do atendimento, em vez de deixar acesso aberto "por precaução"
  • Se compartilhou com a pessoa errada, revogue imediatamente — o dano se limita ao que foi visto no intervalo