Os documentos de saúde que todo mundo deveria ter guardados
Uma lista curta do que realmente faz falta numa emergência ou numa consulta com médico novo — e o que pode ser descartado sem prejuízo.
Guardar tudo indefinidamente é impraticável e desnecessário. Alguns documentos, porém, mudam a conduta de quem te atende — especialmente quando você não está em condições de explicar a própria história.
O essencial
- Alergias e reações adversas a medicamentos, com o que aconteceu em cada caso
- Lista atual de medicações de uso contínuo, com dose
- Doenças crônicas em acompanhamento
- Cirurgias realizadas, com data e o relatório quando houver
- Tipo sanguíneo
- Carteira de vacinação
- Contato de emergência
A informação sobre alergia é a que mais salva e a mais frequentemente indisponível. Vale registrar o que de fato aconteceu — mal-estar, urticária, falta de ar, edema — porque a distinção entre efeito colateral e reação alérgica grave muda completamente a decisão de quem prescreve.
O que vale guardar por período
- Exames laboratoriais: todos, indefinidamente — o valor está na série
- Laudos de imagem: guardar; as imagens, ao menos enquanto houver acompanhamento
- Relatórios de internação e alta: guardar
- Anatomopatológico e biópsia: guardar sempre
- Receitas de uso pontual já encerrado: descartáveis, desde que a medicação esteja na lista de histórico
Onde guardar
Em um lugar só, acessível do celular, e com uma cópia que não dependa do aparelho. Prontuário tem prazo legal de guarda de 20 anos — o seu arquivo pessoal precisa sobreviver a troca de celular, de e-mail e de serviço, o que a pasta de fotos não faz.