Exame de imagem: guarde o laudo, não só as imagens
Raio-X, ultrassom, tomografia e ressonância geram dois artefatos com valores diferentes. Qual deles importa guardar, e por que o CD costuma ser a parte descartável.
Todo exame de imagem produz duas coisas: as imagens e o laudo. Elas têm funções distintas, e a que a maioria das pessoas guarda com mais cuidado costuma ser a menos útil no dia a dia.
O laudo é o que carrega a informação
O laudo é o documento em que o médico radiologista descreve o que viu e conclui. É ele que outro médico vai ler na consulta, é ele que entra no seu histórico, é ele que responde à pergunta clínica que motivou o exame. Um laudo perdido significa, na prática, exame perdido.
As imagens importam quando alguém precisa rever o exame — uma segunda opinião, uma comparação com um exame novo, um planejamento cirúrgico. Isso acontece, mas é a exceção; e quando acontece, geralmente o especialista quer as imagens em qualidade diagnóstica, não a foto da tela do computador.
O que guardar
- O laudo completo, em PDF sempre que possível, com todas as páginas
- A data do exame e qual clínica ou hospital realizou
- As imagens, quando disponíveis em formato digital
- Se recebeu CD ou pendrive, copie o conteúdo — a mídia estraga e o leitor desaparece dos computadores
Imagens de exame vêm em geral no formato DICOM, que preserva a qualidade diagnóstica e os metadados. Foto do monitor não substitui: perde resolução, perde contraste e perde a informação técnica que o radiologista usaria.
Comparar com o anterior é o que muda a leitura
Em imagem, o exame anterior costuma valer tanto quanto o atual. Um nódulo que existe e não mudou em dois anos é uma conversa; o mesmo nódulo que apareceu nesse intervalo é outra. Ter o laudo antigo em mãos na hora do exame novo muda o que o radiologista consegue afirmar.