O que um médico enxerga quando o paciente compartilha o histórico
Do lado profissional: o que aparece na tela, o que fica registrado sobre o seu acesso e quais obrigações continuam sendo suas durante o atendimento.
O acesso do médico ao histórico de um paciente no SUSVIDA não decorre de ter marcado uma consulta: decorre de um compartilhamento que o paciente concedeu e que ele pode retirar. É uma diferença de desenho com consequências práticas no atendimento.
O que aparece
- Linha do tempo com atendimentos, exames, prescrições e documentos
- Séries de exames laboratoriais por analito, comparáveis entre laboratórios
- Documentos enviados pelo paciente, identificados como envio próprio
- Registros de atendimentos anteriores feitos na plataforma, com autoria
A distinção entre registro clínico e documento enviado pelo paciente é explícita na interface, e é deliberada: tratar uma foto de exame enviada pelo paciente com o mesmo peso de um laudo registrado seria apagar uma diferença que importa clinicamente.
O que fica registrado sobre você
Todo acesso a dado clínico gera registro de auditoria: quem, o quê, quando. Isso vale para todos, sem exceção de perfil. Não é desconfiança do profissional — é o que permite responder ao paciente a pergunta que a LGPD garante que ele faça.
O que continua sendo sua obrigação
Registrar o atendimento com o mesmo rigor do presencial. Ter acesso ao histórico não substitui a anamnese: o que está registrado orienta as perguntas, não as dispensa. E o histórico pode estar incompleto — o paciente compartilha o que tem, e o que ele tem depende do que foi guardado ao longo dos anos.