Como saber quem acessou o seu prontuário
Todo acesso a dado clínico fica registrado. O que a auditoria guarda, por que ela existe antes de qualquer exigência legal e como isso muda o incentivo de quem opera o sistema.
Sigilo médico não se sustenta só com controle de acesso. Controle de acesso decide quem pode entrar; auditoria registra quem entrou. As duas coisas resolvem problemas diferentes, e um sistema que tem só a primeira depende inteiramente de nunca errar.
No SUSVIDA, cada leitura de dado clínico gera um registro de auditoria com quem acessou, o que acessou e quando. Esse registro é gravado separadamente e não é apagável pelo fluxo normal da aplicação — um log que o próprio sistema pode limpar não serve de prova de nada.
Por que isso importa para você
A LGPD dá ao titular o direito de saber com quem seus dados foram compartilhados (art. 18). Auditoria é o que torna esse direito respondível: sem ela, a resposta honesta a "quem viu meus dados?" seria "não sabemos".
Há também um efeito sobre quem opera o sistema. Acesso registrado e atribuível muda o cálculo de quem poderia olhar um prontuário por curiosidade. É a mesma razão pela qual hospitais auditam acesso a prontuário de paciente conhecido: a maior parte da violação de sigilo em saúde não vem de invasão externa, vem de acesso interno indevido.
O que a equipe do SUSVIDA vê
Prontuário de paciente não é acessado para operar a plataforma. Manutenção, suporte e diagnóstico de problema trabalham com dados técnicos — identificadores, códigos de erro, tempos de resposta — e não com o conteúdo clínico.