Como o SUSVIDA verifica o CRM de um médico
Cadastro que aceita qualquer número de CRM não verifica nada. O que é conferido contra o registro do CFM, o que isso protege e onde estão os limites da verificação.
Num sistema em que um perfil profissional dá acesso a prontuário de paciente, a verificação de registro não é formalidade de cadastro — é o controle que separa um médico de alguém que digitou um número.
O que é conferido
No cadastro, o CRM e a UF são conferidos contra o cadastro do Conselho Federal de Medicina: nome, número, unidade federativa e situação do registro. Não confere, o perfil profissional não é liberado — e sem perfil profissional não há acesso a dado clínico de paciente algum.
A base do CFM tem mais de um milhão de registros e é a mesma que qualquer pessoa pode consultar publicamente. O que a plataforma faz é automatizar essa conferência e ligá-la à liberação de acesso.
O que a verificação protege
- Impede que alguém sem registro obtenha perfil com acesso a prontuário
- Dá ao paciente um dado conferível sobre quem vai atendê-lo
- Vincula prescrições e atestados a um registro profissional real
- Cria trilha de responsabilidade: o registro clínico tem autoria atribuível
O que ela não resolve
Verificar registro não é avaliar competência, nem endossar conduta, nem atestar especialidade. Diz que a pessoa está registrada, e situação de registro muda com o tempo — suspensão, cassação e transferência de UF acontecem depois do cadastro.
Por isso a verificação não é um evento único de cadastro: ela precisa ser reavaliada. Um sistema que confere o CRM uma vez e nunca mais está confiando numa foto de um instante.